Mais uma tentativa de fuga é registrada na Nelson Hungria

Segundo a Seap, agentes penitenciários impediram a fuga de três presos na noite de domingo – Foto: Reprodução/TV Globo.

Mais uma tentativa de fuga de presos foi registrada na noite deste domingo (10) na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), agentes penitenciários impediram a fuga de três detentos, pouco antes das 19h, quando é feita a troca de turno.

Várias fugas foram registradas no complexo penitenciário desde o fim do ano passado. Esta é ao menos a sétima tentativa de fuga de dezembro do ano passado até esta segunda na penitenciária, além de cinco fugas ocorridas no período.

O sindicato dos agentes informou que os detentos serraram as grades de duas celas do pavilhão dez. Eles conseguiram subir para o muro e iam fugir com a ajuda de uma corda e pedações de lençóis amarrados.

Os presos foram surpreendidos por um agente, que entrou em luta corporal com um dos detentos. O agente conseguiu acionar o alarme e ainda fez um disparo. Outros dois funcionários foram ajudar e conseguiram dominar os presos. O agente agredido teve ferimentos leves e foi socorrido.

Por meio de nota, a Seap disse que o comando de operações especiais foi ao local para conferir os presos. Ainda segundo a secretaria, a direção do complexo vai instaurar procedimento de investigação preliminar para apurar administrativamente a tentativa de fuga.

OAB questiona sistema prisional

O presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG, Fábio Piló, tem feito críticas à situação da Nelson Hungria e chamado as fugas de “anunciadas”. Segundo ele, há déficit de agentes penitenciários, o que deixa a segurança vulnerável e gera sobrecarga de trabalho. Piló afirma que a situação dos servidores é caótica.

“Eles trabalham sobrecarregados, com equipamentos vencidos, sem estrutura física para o desempenho desse trabalho. Isso acarreta num aumento do afastamento dos agentes, pedido de férias e muitos acabam até abandonando seus postos de trabalho. E ainda a gente tem os casos dos suicídios que acompanhamos no início deste ano”, afirmou.

Fonte TV Globo

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