Coluna Educação – 01.02.2026 – como preparar o filho para a primeira escola

Por Luzedna Glece(*)

A chegada de um novo ano letivo costuma trazer entusiasmo, mas também inseguranças, dúvidas e desafios para estudantes. Mudança de rotina, novas demandas acadêmicas, ambiente desconhecido e expectativas sociais podem impactar alunos de todas as idades. Segundo educadores, cada transição escolar, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, exige um tipo diferente de acolhimento, comunicação e organização.

O período de adaptação é um processo que envolve vínculo, tempo e escuta. Por isso, a participação ativa da família é fundamental para garantir bem-estar emocional e um início de ciclo mais tranquilo. Quanto mais os pais e responsáveis compreendem as necessidades específicas de cada fase, melhor conseguem apoiar os filhos.

Nos primeiros dias de escola, especialmente para crianças que nunca frequentaram um ambiente educativo, tudo é novo: pessoas, regras, espaços, horários e a separação dos pais. Esse momento pode despertar muita expectativa, mas também medo e insegurança. Por isso, o acolhimento cuidadoso e a previsibilidade são fundamentais. Quando o ambiente escolar transmite confiança e os responsáveis comunicam com transparência o que vai acontecer, a adaptação se torna mais leve e acolhedora.

Para ajudar nessa transição, vale apostar em pequenas estratégias que fazem toda a diferença. Antes de começar o ano letivo, leve a criança para conhecer o espaço: mostrar a sala, o pátio e os novos colegas ajuda a diminuir a estranheza. Um objeto como um brinquedo ou paninho também pode funcionar como um “elo” entre casa e escola, trazendo conforto nos momentos de insegurança. Se a escola permitir, os pais também podem acompanhar os primeiros dias de aula.

O vínculo é o eixo central do processo. O início exige acolhimento e previsibilidade, e durante os primeiros dias é preciso ter paciência. A criança precisa sentir que está segura e que aquele ambiente é confiável. Além disso, manter uma rotina estável em casa, com horários regulares para dormir, comer e brincar, dá ao pequeno um senso de segurança que se reflete na escola. Quanto mais estabilidade emocional o adulto transmite, mais rapidamente a criança se organiza internamente.

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

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