
O Big Shopping, em Contagem, planeja manter o ritmo de crescimento e fechar 2026 com alta de 4,5% em vendas totais na comparação com os R$ 368 milhões alcançados no ano anterior. O mall também projeta, para este ano, o início das obras de retrofit para viabilizar o plano de ampliação do empreendimento comercial.
Os trabalhos a serem realizados no local integram o projeto de revitalização que já vem sendo realizado nos últimos quatro anos, com investimentos superiores a R$ 4,5 milhões. Os investimentos continuam neste ano, com foco na troca do piso, aquisição de novo mobiliário para a praça de alimentação e a implantação de um novo projeto luminotécnico.
As melhorias previstas no projeto incluem o retrofit completo dos banheiros, a renovação do mobiliário, um novo projeto de paisagismo, revitalização da fachada e modernização do sistema de ar-condicionado. Ele ainda conta com a instalação de novo grupo gerador e atualização da sonorização do mall.
O superintendente do Big Shopping, Alexandre Botelho, destaca que o shopping center já possui três décadas de operação e necessita de alguns reparos para modernizar a estrutura e prepará-la para a fase de ampliação do empreendimento. Ele esclarece que o projeto de expansão ainda depende de aprovação da prefeitura para ser iniciado.
A expectativa de Botelho é dar início às obras de construção do piso G3, que será um estacionamento, entre o fim deste ano e o início de 2027, com conclusão prevista já para o próximo ano. “Já a parte de lojas deverá ser lançada em 2028”, acrescenta.
Ao todo, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 40 milhões, sendo R$ 5 milhões nas obras de retrofit e cerca de R$ 35 milhões na realização do plano de expansão.
Esse novo ciclo de crescimento está sendo desenvolvido com base no desempenho operacional e na alta taxa de ocupação do imóvel comercial. O plano de expansão irá adicionar 4.974 m² de Área Bruta Locável (ABL) ao shopping mineiro, saltando de aproximadamente 19,7 mil m² para algo próximo de 24,6 mil m².
O superintendente ressalta que a principal demanda atendida por esse projeto será a ampliação do mix de operações. Botelho destaca que essa ampliação impactará diretamente o desempenho do complexo, com expectativa de alta de 20% nas vendas frente ao registrado atualmente.
O projeto prevê a implantação de três lojas âncoras, duas megalojas e uma nova operação de lazer. Ele ainda inclui a construção de mais 14 lojas satélite, dois quiosques e três novas operações de alimentação no local. “A expansão foi estruturada com foco estratégico, buscando ampliar a atratividade do shopping, fortalecer o mix e preparar o empreendimento para um novo patamar de desempenho”, destaca.
Além de ampliar a oferta comercial e de serviços no mall, a expansão deverá gerar mais de 800 empregos diretos e cerca de 2,4 mil empregos indiretos na região. Dessa forma, o empreendimento contribuirá para o fortalecimento da economia local e para o desenvolvimento urbano de Contagem.
O superintendente do Big Shopping avalia que o desempenho do complexo em 2025 foi acima da expectativa. Ele relata que a operação chegou a apresentar variação positiva de dois dígitos na primeira metade do último exercício. O mall teve crescimento de 6,2% em vendas nominais frente ao apresentado no ano anterior (R$ 345,9 milhões).
Botelho destaca que esse desempenho foi superior ao registrado pelos shoppings do Sudeste do Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), a região apresentou um leve avanço de 1,6% no período. “Nós avaliamos como muito positivo o encerramento do ano no shopping”, diz.
Para o superintendente, esse desempenho está atrelado ao aumento de 10% no tíquete médio, mesmo com um avanço mais tímido, de 2%, no fluxo de visitantes. Isso, segundo ele, reflete a mudança no perfil do público do complexo comercial, com maior poder aquisitivo. “Os projetos de retrofit que nós estamos realizando nos últimos anos atraiu um público diferente e aumentou o tempo de permanência desse público no shopping, além da conversão, o que acabou refletindo no tíquete médio”, explica.
Novas marcas no mall
Outro fato que contribuiu para o bom desempenho foi a atração de novas marcas como Caedu, Pastelândia, Finni, Botocenter e Casa do Celular. Botelho garante que essas unidades têm apresentado um percentual de vendas por metro quadrado (m²) superior às médias regionais.
Ao todo, o empreendimento incorporou 10 novas lojas, totalizando 1.569 m² adicionais de Área Bruta Locável (ABL). Ele também registrou turnover, ou rotatividade de lojas, inferior a 2% no acumulado do ano. “O Big Shopping vem apresentando crescimento real de vendas, alta ocupação e baixo turnover”, afirma.