Contagem está entre as seis cidades do Brasil com mais candidatos a prefeito

As maiores das cidades brasileiras tiveram aumento de 41% no número de candidatos que vão disputar as eleições deste ano, quando comparado à última eleição municipal, em 2016, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, 2,2 mil cidades tiveram mais registros de candidaturas para disputar as prefeituras. Ao todo, 19 mil pessoas se candidataram a prefeito neste ano, um aumento de 14% em relação aos 17,6 mil concorrentes de 2016.
Contagem aparece juntamente com outras cinco cidades, Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Nova Friburgo (RJ) e Santos (SP), com o maior número de candidatos (16) concorrendo a vaga de prefeito em comparação com o último pleito eleitoral.
Outros cinco municípios têm 15 candidatos concorrendo ao cargo de prefeito: Belo Horizonte (MG), Itaguaí (RJ), Joinville (SC), Porto Velho (RO) e Volta Redonda (RJ).
De acordo com dados do TSE, Contagem tem seis candidatos a mais que na última eleição em 2016, enquanto Campo Grande manteve o mesmo número, Curitiba (PR) +7, Goiânia (GO) +9, Nova Friburgo (RJ) +10 e Santos (SP) +8.

Veja a relação de candidatos que disputam a vaga em Contagem:
– Alfredo Cardoso (Patriota)
– Alvear Saraiva (Cidadania)
– Coronel Fiúza (PTC)
– Doutor Wellington (Republicanos)
– Dulce (PMB)
– Felipe Saliba (DEM)
– Ivayr Soalheiro (PDT)
– Kaká Menezes (Rede Sustentabilidade)
– Lindomar Gomes (PMN)
– Márcio Bernardino (Novo)
– Maria Lúcia Guedes (PV)
– Marília Campos (PT)
– Professor Irineu (PSL)
– Rosa (Psol)
– Sebastião Pessoa (PCO)
– Wellington Silveira (PL)

Campanha para estimular o voto
Com o objetivo de estimular a população a ir às urnas para as eleições deste ano, que vão se realizar no próximo mês, ainda no contexto da pandemia de Covid-19, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) firmaram parceria, na quinta-feira, dia 15.
O presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus (PV), e o presidente do TRE, desembargador Alexandre Victor de Carvalho, assinaram um termo de cooperação para promoção de uma campanha de caráter educativo, informativo e de orientação social quanto à importância do voto, além de estimular o comparecimento às urnas nas eleições municipais, consideradas as devidas medidas de segurança adotadas pela Justiça Eleitoral.
Na solenidade, o presidente da ALMG externou sua preocupação com o número de abstenções das últimas eleições. Como exemplo, citou que, em 2018, 20,3% dos eleitores do País não votaram, o maior percentual dos últimos 22 anos. Essa porcentagem corresponde a quase 30 milhões de eleitores brasileiros que não foram às urnas.

Estudos apontam novos fatores de risco para acidentes domésticos com crianças

Acidentes na infância: quedas e queimaduras em casa

A maioria dos pais sabe bem com que facilidade as crianças podem cair de escadas ou de mesas. No entanto, quando eles pensam em móveis macios e acolchoados, como camas e sofás, estes parecem ser “uma ameaça menor”. Mas uma nova pesquisa, apresentada na conferência nacional de 2018, da Academia Americana de Pediatria (AAP) mostra que mais de 2 milhões de crianças, menores de 5 anos, foram atendidas, em emergências hospitalares, devido a lesões relacionadas a móveis macios e acolchoados, entre 2007 e 2016.

Segundo os autores, os pais costumam deixar as crianças pequenas em camas ou sofás, afastando-se um pouco, não percebendo o quanto esta conduta é perigosa. A pesquisa mostra que quedas como essas são agora a fonte mais comum de lesões entre crianças pequenas. Na verdade, as crianças apresentam 2,5 vezes mais chances de serem feridas por quedas de camas e sofás do que por quedas relacionadas às escadas.

Para o estudo, o primeiro a usar uma amostra nacionalmente representativa para estudar ferimentos relacionados ao leito e ao sofá, os pesquisadores analisaram dados do Sistema Nacional de Vigilância de Lesões Eletrônicas dos EUA, de 2007 a 2016. Eles descobriram que cerca de 2,3 milhões de crianças, com 5 anos de idade e mais novas, foram tratadas devido às lesões relacionadas com o mobiliário suave, durante esse período de tempo, com uma média de 230.026 lesões por ano.

Dentre outras descobertas, o estudo também aponta que:

  • Aproximadamente 62% das crianças tiveram lesões na região da cabeça e da face. Felizmente, o traumatismo grave, com risco de morte é raro, mas 2,7% dos pacientes foram hospitalizados;
  • Crianças com menos de um ano de idade, quando feridas – responsáveis ​​por 28% das lesões entre os pacientes – são duas vezes mais propensas a serem hospitalizadas do que as crianças com mais de 1 ano de idade;
  • Meninos (56% dos casos) são mais propensos a se machucar do que as meninas;
  • Lesões na cama e no sofá, entre crianças menores de 5 anos, aumentaram em mais de 16% durante o período do estudo.

“Com as quedas de leitos e sofás atingindo um número tão grande e crescente de bebês e crianças pequenas há a necessidade de intensificar os esforços de prevenção. Isso inclui lembrar aos pais de manter os olhos constantemente abertos e nunca se afastarem, quando as crianças estiverem em superfícies elevadas, incluindo os móveis macios e acolchoados. Além disso, os resultados podem levar os fabricantes a melhorar o projeto de segurança desses móveis e considerar a colocação de etiquetas de alerta. Por exemplo, os fabricantes de móveis podem aconselhar os consumidores a não permitirem que crianças pequenas sejam deixadas desacompanhadas em camas, a não permitirem que as crianças pulem em cima de móveis acima de uma certa altura… É preciso comprometimento social para reduzir esse tipo de acidente”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Sopas instantâneas queimam quase 10.000 crianças por ano

Outro estudo, apresentado durante o mesmo evento, também destacou a importância de prevenir acidentes com as crianças dentro de casa.  Sopa e macarrão instantâneos, feitos pelas crianças, no microondas, causam pelo menos duas de cada 10 queimaduras que as levam aos departamentos de emergência a cada ano.

“As queimaduras estão entre as principais causas de lesões evitáveis ​​em crianças. A pesquisa descobriu que os derramamentos de sopas instantâneas são responsáveis ​​por um grande número dessas queimaduras dolorosas”, destaca o médico.

Os pesquisadores examinaram dados do Sistema Nacional de Vigilância de Lesões Eletrônicas, entre 2006 e 2016, para identificar pacientes pediátricos cujas queimaduras foram causadas por “sopa instantânea”, “macarrão instantâneo”, “xícara de sopa” ou “água para fazer sopa instantânea”. Eles determinaram que  essas queimaduras de escaldaduras afetam mais de 9.500 crianças anualmente, entre 4 e 12 anos.

A idade de pico para lesões instantâneas causadas por derrames de sopa é de 7 anos. Os pesquisadores também descobriram que a área mais comumente queimada do corpo era o torso da criança, compreendendo 40% das lesões. Cerca de 57% das crianças queimadas eram do sexo feminino.

“Sopas instantâneas e macarrão em copos e tigelas pré-embalados podem parecer simples de preparar, apenas adicionando água e colocando-os no microondas. Mas uma vez que eles são aquecidos, eles se tornam um risco de queimaduras. Os cuidadores precisam supervisionar de perto as crianças mais jovens que podem se machucar ao cozinharem sozinhas”, recomenda o pediatra.

Para Chencinski, a indústria de produtos alimentícios também pode fazer mais e considerar mudanças estruturais nas embalagens desses alimentos para evitar lesões, tornando-as mais difíceis de derrubar, por exemplo.