A internacionalização da educação
Luzedna Glece(*)
A internacionalização tem se tornado parte do planejamento pedagógico de escolas que desejam preparar seus estudantes para um mundo conectado. O conceito envolve incluir referências globais no currículo, nas práticas pedagógicas e na cultura escolar, integrando elementos culturais, linguísticos e globais ao currículo escolar, ampliando a formação e o repertório dos estudantes.
As escolas adotam estratégias como programas bilíngues, projetos culturais, parcerias internacionais e currículos globais para fortalecer o aprendizado. A internacionalização contribui na preparação dos estudantes para oportunidades acadêmicas e profissionais em um cenário globalizado, integralizando dimensões globais e interculturais no ensino, pesquisa e extensão, visando preparar estudantes para um mundo globalizado. Inclui, ainda, mobilidade acadêmica, currículos internacionais e a “internacionalização em casa” (atividades multiculturais no próprio país), promovendo competências globais, troca de conhecimento e competitividade.
Principais aspectos
A internacionalização tem como objetivo fomentar a qualidade educacional, o desenvolvimento pessoal, a empatia intercultural e o engajamento como cidadão global. No Ensino Superior envolve intercâmbios, dupla titulação, currículos conjuntos e, frequentemente, é usada para melhorar rankings universitários. Na Educação Básica foca no ensino de línguas, metodologias ativas, cidadania global e, como discutido na Reforma do Ensino Médio e na BNCC, busca alinhar a educação brasileira a padrões globais.
A internacionalização em casa consiste em ações sem sair do país, como aulas em outros idiomas, uso de tecnologia e interação com estudantes estrangeiros.
Em ambos o caso, os desafios incluem barreiras linguísticas, adaptação cultural, custos logísticos e a necessidade de políticas públicas para maior diversidade.
Esse movimento transcende fronteiras geográficas, sendo fundamental para a construção de um ambiente multicultural e para o desenvolvimento de habilidades como resiliência e adaptação.
Enfim, o movimento abrange ensino de línguas, projetos culturais, parcerias com instituições estrangeiras e outros caminhos que ampliam a experiência educacional dos alunos. Além de fortalecer a formação dos estudantes, a internacionalização também responde a expectativas de famílias que buscam um ensino alinhado a competências valorizadas no cenário contemporâneo.
A globalização, as demandas acadêmicas e a competitividade do mercado impulsionam esse interesse.
Sobre a Colunista
(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.