Coluna Educação com Luzedna Glece – 25.04.2021 – A importância de falar sobre saúde mental na Educação – Por Pâmella Mello

Pâmella Mello

Hipnoterapeuta – Especialista em Saúde Mental & Inteligência Emocional

Ansiedade, depressão e outros transtornos da mente têm se tornado  cada vez mais discutidos na sociedade. O aumento na incidência dessas doenças levanta um alerta também para a importância de falar abertamente sobre saúde mental na educação.

Em um momento de isolamento social causado pela pandemia , é comum que sentimentos de solidão e incerteza aflorem ainda mais os problemas na saúde mental. Mesmo com aulas remotas , educadores precisam se preocupar e dar a assistência necessária aos alunos.

Falar de saúde mental é falar de equilíbrio. Trata-se da capacidade de conciliar as emoções sentidas com as experiências vividas no dia a dia. Quando esse aspecto é bem desenvolvido, a pessoa alcança maior qualidade de vida e harmonia em suas relações pessoais .

Por outro lado, lacunas na saúde mental permitem o desenvolvimento de doenças como ansiedade e depressão. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a maior taxa de depressão da América Latina e o maior índice de ansiedade do mundo.

Problemas de saúde mental podem aparecer por conta de pressão excessiva em alguma área da vida, como trabalho, família, relacionamentos amorosos e traumas, entre outros. Por mais que o equilíbrio entre emoções e vivências pareça algo simples de ser alcançado, a verdade é que muitos indivíduos não são preparados corretamente para lidar com seus próprios sentimentos.

Por que falar de saúde mental na educação?

A falta de discussão sobre o tema tem sido combatida nos últimos anos, tendo como objetivo a conscientização da sociedade e, consequentemente, a diminuição dos índices de depressão e suicídio. A comunidade escolar não pode ficar de fora dessa conversa e, por isso, é essencial que se fale sobre saúde mental nas aulas.

Engana-se quem pensa que doenças mentais atingem apenas jovens e adultos. Segundo a OMS, distúrbios de ordem mental se tornam responsáveis por 16% de situações de lesões corporais e doenças em pessoas de 10 a 19 anos. A organização também mostra que o suicídio é a terceira principal causa de morte entre adolescentes entre 15 e 19 anos.

No contexto escolar, situações como bullying, pressão por notas altas, dificuldade de aceitação e problemas com pais e professores podem se tornar gatilhos para indisciplina na escola e para transtornos que marcam a adolescência e a vida adulta.

O papel das instituições de ensino de formar cidadãos saudáveis e preparados para os desafios da sociedade, é fundamental trazer esse tema para discussão. Falar sobre saúde mental nas aulas não pode ser um tabu, mas sim um espaço seguro para que crianças e adolescentes exponham suas dúvidas e criem um entendimento aprofundado sobre o assunto.

 

Luzedna Glece de Freitas Delfino

 Diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

 

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