Porque apostar em uma educação bilíngue?
Por Luzedna Glece(*)
Em um mundo que exige muito mais do que o domínio de conteúdos tradicionais, a adaptabilidade, criatividade, pensamento crítico e capacidade de aprender continuamente tornam-se habilidades indispensáveis. Nesse cenário, cresce o número de escolas que oferecem uma formação internacional e bilíngue, capaz de preparar o aluno para os desafios contemporâneos.
Sustentadas em uma proposta que vai além do vestibular, hoje as escolas têm como objetivo formar indivíduos completos e preparados para o mundo. Isso significa ir além das habilidades tradicionais: a educação contemporânea precisa estimular competências que permitam aos jovens pensar de forma crítica, resolver problemas complexos, criar, colaborar e se comunicar com clareza. São as chamadas “competências do século XXI”, como orienta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e cada vez mais indispensáveis no cenário global.
Segundo pesquisa da SOMOS Educação, 76% das famílias têm grande expectativa quanto à preparação de seus filhos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os vestibulares mais concorridos, enquanto 63% consideram muito importante também o desenvolvimento da fluência em inglês ainda na escola. Isso mostra um avanço significativo na procura por uma educação internacional.
Assim, investir em um colégio global pode incentivar a autonomia intelectual e emocional dos estudantes, além de oferecer a eles ferramentas para aprender, inovar e se conectar sem fronteiras. Na hora da escolha, no entanto, é importante que os responsáveis avaliem alguns pontos fundamentais, selecionando uma escola capaz de oferecer uma formação completa. Confira:
1 – Qualidade do ensino – Para garantir um ensino de excelência, o primeiro passo está em se atentar à formação e capacitação dos professores. O indicado é preferir instituições que não só contratem bons profissionais, mas também invistam na formação contínua de seus colaboradores.
2 – Formação internacional – Além disso, o desempenho em vestibulares dentro e fora do país também reflete a capacitação e a educação dos jovens. É essencial observar se a proposta pedagógica é coerente, atualizada e capaz de desenvolver não apenas o conteúdo acadêmico, mas também as habilidades cognitivas necessárias para a formação integral dos alunos.
3 – Preparação para um mundo global – Uma formação voltada para o mundo global também envolve o estímulo ao repertório cultural, à consciência social e à vivência prática de contextos internacionais desde cedo, desenvolvendo empatia, responsabilidade e capacidade de atuação em ambientes diversos.
Uma boa escola hoje deve oferecer não só excelência acadêmica, mas também preparar o aluno para os desafios de um mundo em constante mudança. Mais do que conteúdo curricular, uma escola de qualidade precisa estimular a capacidade crítica, autonomia e habilidades socioemocionais dos estudantes, formando jovens capazes de liderar, colaborar e inovar dentro e fora da sala de aula.
4. Educação bilíngue – Nos últimos anos, a necessidade de um ensino bilíngue também cresceu de forma expressiva. Isso se torna ainda mais relevante considerando que, atualmente, pesquisas apontam que apenas pouco mais de 10% dos brasileiros se consideram fluentes em inglês.
Mais do que oferecer aulas de inglês, uma instituição de ensino com uma proposta bilíngue cria o hábito de aprender em inglês. Um projeto pedagógico que una alta performance acadêmica e bilinguismo, equilibrando o domínio da língua inglesa com a excelência da formação geral básica é o ideal. O resultado dessa proposta de ensino é um aluno que domina as competências cognitivas, comunicativas e socioemocionais necessárias para prosperar em qualquer contexto.
Sobre a Colunista
(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.