Coluna Educação – 14.06.2026 – Festas culturais nas escolas

Por Luzedna Glece(*)

As festas culturais, anteriormente nomeadas como festas juninas realizadas nas escolas possuem grande importância no processo educacional, pois representam momentos de aprendizado, integração e valorização da cultura popular brasileira. Mais do que momentos festivos, elas devem ser compreendidas como ferramentas pedagógicas capazes de desenvolver conhecimentos, fortalecer vínculos e promover experiências significativas para os alunos. A escola, ao trabalhar essas festividades, contribui para que os estudantes conheçam a história, os costumes, as tradições, as danças, as músicas, as comidas típicas e as manifestações culturais que fazem parte da identidade do nosso povo.

É fundamental que as festas juninas no ambiente escolar sejam trabalhadas de maneira cultural e educativa, desvinculadas de práticas religiosas, respeitando a diversidade e a pluralidade existente na comunidade escolar. O foco deve estar no desenvolvimento de projetos pedagógicos que promovam pesquisa, conhecimento, criatividade e participação dos alunos, permitindo que eles compreendam o contexto histórico e cultural dessas tradições populares. Dessa forma, a escola cumpre seu papel de formar cidadãos conscientes, críticos e respeitosos com as diferentes manifestações culturais do país.

Além disso, as festas culturais fortalecem a parceria entre escola e família, proporcionando momentos de convivência, alegria e interação social. Quando planejadas com objetivos pedagógicos claros, essas atividades enriquecem o processo de ensino-aprendizagem, estimulam o trabalho em equipe, a oralidade, a expressão artística e o protagonismo estudantil. Assim, a festa deixa de ser apenas um evento comemorativo e passa a ser uma importante oportunidade de construção do conhecimento, valorização da cultura brasileira e promoção de uma educação mais humana, inclusiva e significativa.

As festas culturais desempenham um papel fundamental no desenvolvimento educacional, social e humano dos alunos. Muito além de momentos de celebração, elas representam oportunidades valiosas de aprendizagem, permitindo que as crianças e os jovens desenvolvam habilidades relacionadas à dança, à música, ao teatro, à expressão corporal, à comunicação e às diversas manifestações culturais presentes em nossa sociedade. Por meio dessas experiências, os estudantes ampliam sua criatividade, fortalecem sua autoestima, aprendem a trabalhar em equipe e desenvolvem o respeito às diferenças culturais e à diversidade.

Além do desenvolvimento pedagógico e artístico, as festas culturais promovem o fortalecimento da parceria entre escola, família e sociedade. Quando as famílias participam desses momentos, a escola se torna um espaço ainda mais acolhedor, participativo e significativo para os alunos. Essa união fortalece vínculos, estimula o sentimento de pertencimento e contribui para a construção de uma educação mais humana, colaborativa e transformadora. A participação coletiva demonstra às crianças e aos adolescentes que a educação acontece por meio da união de todos.

As festas culturais também representam uma grande riqueza cultural, pois valorizam tradições, costumes, histórias e conhecimentos que fazem parte da identidade do nosso povo. Trabalhar a cultura dentro da escola é possibilitar que os alunos conheçam suas raízes, respeitem diferentes culturas e compreendam a importância da preservação cultural para a construção de uma sociedade mais consciente, democrática e inclusiva. Dessa forma, a escola cumpre seu papel de educar não apenas para o conhecimento acadêmico, mas também para a formação cidadã e cultural de seus estudantes.

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

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