
A Casa de Cacos de Louça, um dos patrimônios mais singulares de Contagem, foi reconhecida, em setembro, oficialmente como museu pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (Minc). Com o reconhecimento, a Casa de Cacos passa a integrar formalmente o conjunto de instituições museológicas reconhecidas pelo Ibram. O certificado tem validade até 4 de setembro de 2031.
A cerimônia, realizada durante a programação da 20ª Primavera dos Museus, marcou mais que a entrega de um certificado, foi o momento de celebrar a história de um espaço que nasceu da criatividade, do trabalho e da memória de Carlos Luís de Almeida e que, ao longo dos anos, se tornou parte da identidade de Contagem.
Para o prefeito Ricardo Faria, a conquista tem um significado especial. “Esse reconhecimento valoriza a nossa história, fortalece a preservação do patrimônio cultural e coloca Contagem em destaque na política museológica nacional. A memória de Contagem merece ser preservada, valorizada e conhecida por todos”, disse durante visita ao local, juntamente com alunos da Escola Municipal Sebastião Camargos.
Uma casa que virou museu
Para o secretário municipal de Cultura, Gilvan Rodrigues, a certificação representa um novo capítulo para a Casa de Cacos. “O reconhecimento desta casa como um museu, faz com ela passe a integrar, formalmente, o Sistema Nacional de Museus do Brasil, ampliando sua presença nas políticas nacionais voltadas à memória, à preservação e à valorização do patrimônio”, ressaltou, acrescentando que a criatividade de Carlos Luís de Almeida, o sr. Carlos como era conhecido, que idealizou e construiu, caco a caco, a casa.
Na oportunidade, o secretário falou sobre o jogo digital que aproxima a Casa de Cacos das novas tecnologias. A iniciativa está sendo desenvolvida pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult). “O jogo em breve estará disponível para todos via site da Prefeitura e faz parte do trabalho de alinhar a tecnologia às ações da Prefeitura. Nesse caso, relacionando à restauração, à memória e à história da nossa cidade”, destacou Gilvan.