Coluna “Uai Bora Cozinhar” – 01.05.2026 – Moquequinha de tilápia e camarão com pirão

Por Fernanda Castro (*)

Moquequinha de tilápia e camarão com pirão

Um prato simples, delicioso e que você pode fazer neste feriado e arrasar.  Uai, Bora Cozinhar?

Ingredientes:

– 1 Kg de de tilápia

– Camarão

– Pimentão vermelho

– Pimentão um amarelo

– Tomate

– Cebola

– Coentro

– Farinha de mandioca

– Azeite

– 2 pacotinhos de Caldo mais sabor

– Sal

– Páprica/corante

– 4 colheres alho picadinho

Modo de preparo:

– Cortar a tilápia em pedaços, temperar e reservar

– Aquecer uma panela de ferro ou de barro

– Colocar o azeite, o alho picadinho, a páprica e o coentro

– Refogar a tilápia e entrar com 2 pacotinho de caldo de mandioca mais sabor e 2 copos de águas

– Acrescentar os pimentões, o tomate, a cebola em rodelas grandes, o camarão e temperar a gosto

– Deixar cozinhar em fogo baixo, reservando um pouco do caldo para fazer o pirão

Para o Pirão

– Dissolver a farinha de mandioca em água fria para não empelotar

– Colocar no caldo reservado fervendo

– Deixar cozinhar por 4 minutos ou até soltar do fundo da panela,

Prato finalizado, agora é decorar e servir. Bom apetite!

 

(*) Fernanda Castro é empresário do ramo de transportes e apaixonada pela gastronomia. Faça também em sua casa, usando a receita acima. E não deixe de seguir no instagram: @uaiboracozinhar – Whatsapp 98324-0453. Lá você poderá assistir no Reels do programa e acompanhar o passo a passo do prato.

Coluna Educação – 01.05.2026 – A internacionalização da educação

A internacionalização da educação

Luzedna Glece(*)

A internacionalização tem se tornado parte do planejamento pedagógico de escolas que desejam preparar seus estudantes para um mundo conectado. O conceito envolve incluir referências globais no currículo, nas práticas pedagógicas e na cultura escolar, integrando elementos culturais, linguísticos e globais ao currículo escolar, ampliando a formação e o repertório dos estudantes.

As escolas adotam estratégias como programas bilíngues, projetos culturais, parcerias internacionais e currículos globais para fortalecer o aprendizado. A internacionalização contribui na preparação dos estudantes para oportunidades acadêmicas e profissionais em um cenário globalizado, integralizando dimensões globais e interculturais no ensino, pesquisa e extensão, visando preparar estudantes para um mundo globalizado. Inclui, ainda, mobilidade acadêmica, currículos internacionais e a “internacionalização em casa” (atividades multiculturais no próprio país), promovendo competências globais, troca de conhecimento e competitividade.

Principais aspectos

A internacionalização tem como objetivo fomentar a qualidade educacional, o desenvolvimento pessoal, a empatia intercultural e o engajamento como cidadão global. No Ensino Superior envolve intercâmbios, dupla titulação, currículos conjuntos e, frequentemente, é usada para melhorar rankings universitários. Na Educação Básica foca no ensino de línguas, metodologias ativas, cidadania global e, como discutido na Reforma do Ensino Médio e na BNCC, busca alinhar a educação brasileira a padrões globais.

A internacionalização em casa consiste em ações sem sair do país, como aulas em outros idiomas, uso de tecnologia e interação com estudantes estrangeiros.

Em ambos o caso, os desafios incluem barreiras linguísticas, adaptação cultural, custos logísticos e a necessidade de políticas públicas para maior diversidade.

Esse movimento transcende fronteiras geográficas, sendo fundamental para a construção de um ambiente multicultural e para o desenvolvimento de habilidades como resiliência e adaptação.

Enfim, o movimento abrange ensino de línguas, projetos culturais, parcerias com instituições estrangeiras e outros caminhos que ampliam a experiência educacional dos alunos. Além de fortalecer a formação dos estudantes, a internacionalização também responde a expectativas de famílias que buscam um ensino alinhado a competências valorizadas no cenário contemporâneo.

A globalização, as demandas acadêmicas e a competitividade do mercado impulsionam esse interesse.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Mulher – 01.05.2026 – Dia das trabalhadoras: A desigualdade salarial, a jornada tripla que esgota as mulheres e o poder de resistir

Dia das trabalhadoras: A desigualdade salarial, a jornada tripla que esgota as mulheres e o poder de resistir

Por Viviane França (*)

No dia 1º de maio, comemoramos o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador. Quero abrir esta coluna trazendo duas reflexões necessárias à nossa pauta, em uma data símbolo nacional: a tripla jornada enfrentada pelas mulheres e a desigualdade salarial em relação aos homens.

Os dados divulgados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) em novembro de 2025 mostram que as mulheres dedicam, em média, 9,8 horas semanais a mais do que os homens ao trabalho doméstico. Com o recorte racial, esse número sobe: mulheres negras dedicam aproximadamente 22,4 horas semanais a mais. Nas regiões rurais, o dado também é alarmante, pois as mulheres do campo dedicam mais do que o dobro de horas ao trabalho doméstico em comparação aos homens.

No âmbito global, as mulheres realizam 76,2% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Isso significa que, enquanto 606 milhões de mulheres exercem integralmente esse trabalho sem remuneração, apenas 41 milhões de homens realizam as mesmas tarefas.

Esses dados revelam dois grandes problemas de desigualdade de gênero: os impactos na saúde física e mental das mulheres, evidenciando a tripla jornada (trabalho profissional, trabalho doméstico e carga mental) e, consequentemente, os prejuízos às suas trajetórias profissionais.

A pesquisadora Leah Ruppanner, da Universidade de Melbourne, na Austrália, dedicou as duas últimas décadas ao estudo da sobrecarga feminina, especialmente a mental, resultando no livro *Drained* (“Esgotada”, em tradução livre). Ela identificou oito categorias de carga mental e destaca que grande parte dessa sobrecarga não tem limites e causa danos permanentes, incluindo a rota mental oculta do metacuidado, na qual as mulheres abrem mão do próprio autocuidado para que tudo flua bem para a família e os filhos.

Em 2023, a Lei de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens (Lei 14.611/23) entrou em vigor. Ainda assim, o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado em abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta que, apesar do crescimento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho, as mulheres ainda recebem 21,3% a menos do que os homens no setor privado. O relatório também registra aumento no número de empresas com contratação de mulheres negras (3,6% a mais), mas a desigualdade de renda permanece inalterada.

A grande questão é: as políticas públicas voltadas à pauta feminina têm enfrentado esses problemas com o objetivo real de reduzir esses índices e, especialmente, os impactos emocionais que afastam as mulheres do mercado de trabalho e do aperfeiçoamento profissional?

O Brasil ainda não ratificou a Convenção 156 da OIT, que propõe, entre outras medidas, que mulheres e homens possam conciliar cuidado e trabalho sem sofrer penalidades no emprego. Por ora, o Plano Nacional de Cuidados (Lei 15.069/23) é o principal instrumento que materializa o direito ao cuidado no país: cuidar de quem cuida. Mas é preciso mais.

Enquanto nos unimos em busca da igualdade, seguimos aprendendo que essa luta é de todas e todos e também uma luta pelo direito de ser, de existir, de conquistar espaços. Uma luta em que a imperfeição nos ensina a sermos melhores, mais justas e mais fortes a cada dia.

No presente, ressoam as vozes das mulheres que, no malabarismo cotidiano, assumem múltiplas tarefas, estão esgotadas mentalmente, recebem salários menores e, ainda assim, saem bravamente para mais um dia.

Que no Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores, “A Luta”, “A Justiça” e “A Esperança” ecoem, para que o avanço real e palpável caminhe ao lado do verbo resistir como prática cotidiana.

Parabéns, bravas!

*VIVIANE FRANÇA é Mulher, Advogada, Pesquisadora, Mestre em Direito Público, Especialista em Ciências Penais, autora do livro Democracia Participativa e Planejamento Estatal: o exemplo do plano plurianual no município de Contagem. Secretária de Defesa Social de Contagem/MG, Sócia do França e Grossi Advogados.

Coluna Educação – 19.04.2026 – Educação financeira ajuda a formar crianças mais preparadas para o futuro

Educação financeira ajuda a formar crianças mais preparadas para o futuro

Por Luzedna Glece(*)

A escola tem um papel de muita importância no desenvolvimento infantil e das próximas gerações. É onde se ampliam os conhecimentos e se constroem valores. É lá que são absorvidos os primeiros ensinamentos da infância, muitos dos quais seguem com as crianças até a vida adulta. Por isso, quanto mais cedo forem introduzidos conceitos importantes de economia e finanças, por exemplo, melhor preparados estarão os cidadãos do futuro.

Para Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online, ensinar os pequenos desde cedo a serem atentos aos gastos é uma lição valiosa. “O hábito da mesada, sozinho, nem sempre faz o trabalho de conscientizar sobre os custos. Mas o contato com o dinheiro, aliado a uma educação financeira formal, pode contribuir muito para uma educação financeira mais precoce. Se recebermos esses ensinamentos desde cedo, na escola e em casa, é mais provável que nos tornemos adultos que sabem usar o dinheiro e que tenham mais jogo de cintura para lidar com imprevistos, porque nada disso vai ser novidade”, afirma.

A executiva traz quatro dicas de como algo simples como a mesada pode contribuir para transmitir lições financeiras aos mais jovens, tanto em casa quanto na sala de aula. Confira:

1.Entendendo os gastos – A partir do momento que a criança ou adolescente tem acesso a algum dinheiro, como a mesada, é importante que ela passe a planejar com o que gastará a quantia, seja ela qual for. Peça que ele ou ela anote como pretende gastar e em quais dias da semana, para ter uma noção de quanto ainda terá quando receber o próximo “pagamento”. Essa atitude ensina a planejar e a enxergar os gastos de forma macro.

1 – Responsabilidade – É importante as crianças entenderem a responsabilidade que se deve ter com o dinheiro. Na escola, os professores podem falar sobre os preços da cantina, o troco, quanto cada um precisa gastar para comer o que quer. A dinâmica pode mostrar aos mais novos que é preciso guardar um pouquinho, todos os dias, para que seja possível lanchar confortavelmente durante a semana. Isso os ensina a planejar, não agir sem pensar, e a ter responsabilidade sobre as escolhas.

2 – Paciência – Uma lição importante que podemos transmitir é que o hábito de receber a mesada envolve paciência. “Uma vez que eles têm em suas mãos o próprio dinheiro para gastar como preferirem, muitas vezes vão desejar algo que não podem ter com apenas um repasse da mesada. Assim, aprendem a ser pacientes ao poupar para atingir o valor necessário, repensar os gastos cotidianos ou até mesmo refletir se realmente querem aquilo”, finaliza a executiva.

3 – Auxílio na escola – A educação financeira dentro da sala de aula pode fazer a diferença na relação da criança com as contas, no futuro. Um bom método para inseri-la na vida do aluno é fazer rodas de conversa sobre a importância do dinheiro e como administrá-lo, mesmo que seja só a mesada. Isso já é um bom começo para introduzir conceitos básicos de economia, para que o aluno compreenda a importância e as consequências de suas escolhas financeiras. Ela também pode ser integrada às disciplinas, como matemática e estudos sociais, proporcionando uma visão prática e aplicada dos conceitos aprendidos. Dessa forma, os alunos estarão melhor preparados para enfrentar os desafios financeiros do mundo real e tomar decisões conscientes que favoreçam o seu bem-estar a longo prazo.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG

Coluna Mulher – 12.04.2026 – Violência de Gênero no Currículo Escolar: informação como política de prevenção

Violência de Gênero no Currículo Escolar: informação como política de prevenção

Por Viviane França (*)

O ano de 2026 começou escancarando mais uma vez uma realidade cruel no Brasil para as mulheres. O fechamento dos dados de segurança pública do ano de 2025, reforçou que o feminicídio no Brasil cresceu exponencialmente nos últimos anos. 1568 vidas femininas foram arrancadas no último ano, o que representa uma crescente de 4,7% dos casos quando comparado ao ano de 2024, e um aumento de 14,5% em relação ao ano de 2021. O feminicídio é considerado quando o crime ocorre pelas condições do sexo feminino, em qualquer contexto de violência, menosprezo ou discriminação a mulher.

Desde a promulgação da lei 13104 de 2015, que tipificou o feminicidio no código penal brasileiro, transformando-o também em crime hediondo, ao menos 13.703 mulheres foram mortas por sua condição de gênero, o que evidencia mais uma vez o que tenho repetido, a violência contra mulheres é um problema estrutural.

O percentual de feminicídios entre os homicídios dolosos femininos saltou de 9,4% em 2015 para 40,3% em 2024 (FBSP, 2025), o que demonstra também o reconhecimento e a qualificação do crime pelas autoridades policiais responsáveis pelos registros. Proporcionalmente menos mulheres mortas em contextos urbanos e mais mulheres assassinadas em contexto familiar/doméstico/afetivo.

Os botões de pânico, as medidas protetivas, o monitoramento ostensivo das forças de segurança é fundamental neste processo, mas também precisa mais do que nunca, estar alinhado com políticas públicas muito sólidas de informação sobre o tema, educação dos meninos e meninas, de um papo direto com a juventude, com os homens, e de empoderamento, informação e autonomia financeira das mulheres.  Ou seja, enfrentar dados tão alarmantes só será possível com um conjunto de ações sérias, bem estruturadas e monitoradas.

Neste sentido uma medida importante foi tomada. O governo federal divulgou uma portaria conjunta entre os ministérios da educação e da mulher, propondo a inclusão no currículo escolar de conteúdos a prevenção e ao combate a todas as formas de violência contra meninas e mulheres. A medida quando implementada impactará aproximadamente 46 milhões de estudantes no país. A portaria determina a constituição de uma comissão via conselho nacional de educação, com o objetivo de aprimorar a grade curricular, ensinos infantil, fundamental e médio, com a abordagem dos temas.

Essa iniciativa não é uma novidade na legislação brasileira. Em 2021, a lei 14164, instituiu a semana de combate a violência doméstica nas escolas (mês de março), e fez previsão expressa da inclusão de conteúdos referentes ao combate a violência de gênero. O que até então, não vem sendo monitorado na rede de ensino.

A iniciativa ganha destaque com a pesquisa divulgada pelo DATASENADO em 2023 (10 pesquisas nacional de violência contra a mulher) que mostrou que aproximadamente 75% das meninas e mulheres acima de 16 anos desconhecem ou tem pouco conhecimento sobre as leis que combatem a violência de gênero. Desconhecendo assim consequentemente, as inúmeras modalidades de violência, o que dificulta o rompimento dos ciclos na fase inicial do problema (geralmente com a violência psicológica).

Portanto, não basta a previsão legislativa, é necessária a execução da política pública, com a efetividade do cumprimento da legislação e o monitoramento do ensino em relação aos temas. A informação tem se mostrado uma das grandes ferramentas de enfrentamento a dados tão alarmantes, porque ela é capaz de quebrar paradigmas enraizados socialmente e permitir futuras mulheres a romperem ciclos no primeiro sinal. Conscientizar meninas e meninos, é absolutamente necessário a construção social de uma geração mais informada e preparada, e de uma sociedade menos violenta.

 

*VIVIANE FRANÇA é Mulher, Advogada, Pesquisadora, Mestre em Direito Público, Especialista em Ciências Penais, autora do livro Democracia Participativa e Planejamento Estatal: o exemplo do plano plurianual no município de Contagem. Secretária de Defesa Social de Contagem/MG, Sócia do França e Grossi Advogados.