Coluna Mulher – 10.05.2026 – Antes, Mulher. Depois, Mãe

Antes, Mulher. Depois, Mãe

Por Viviane França (*)

Quando iniciei minha carreira na advocacia, atuei no atendimento social em três regiões de extrema vulnerabilidade em Contagem: Nova Contagem, Chácaras Del Rey e Nacional. Cerca de 80% dos casos eram de mulheres, mães solo, buscando pensão alimentícia para seus filhos. Mulheres com uma média de três filhos, que trabalhavam, cuidavam da casa e bancavam sozinhas 100% das despesas básicas. Procuravam ajuda jurídica para tentar minimizar os apertos, e digo minimizar porque sabemos que o valor pago a título de alimentos no Brasil não cobre nem um terço das despesas de uma criança. A expressão “o filho é da mãe” não é apenas um ditado popular, é realidade numérica e diária.

A lei da sobrevivência não deixa tempo para que essas mulheres sintam outra coisa que não seja a urgência de manter comida no prato dos filhos.

Os dados confirmam o que vivenciei na prática: mais de 11 milhões de mulheres são mães solo no Brasil, com crescimento superior a 17% na última década, segundo a FGV. Dessas, 72,4% vivem sem nenhuma rede de apoio próxima. Seu rendimento é 20% inferior ao de mães casadas e 39% menor do que o de homens casados com filhos. Os números reforçam, sem margem para dúvida, a urgência de políticas públicas direcionadas a essas mulheres.

Entre as de classe média, o fenômeno se apresenta de outra forma, mas com a mesma raiz: a culpa. Em minha observação empírica dos casos que atendo, essas mães frequentemente tentam compensar a ausência, imposta pela dedicação à carreira, com presentes materiais: um celular, o tênis da moda, o tablet de última geração. Uma desculpa velada para a ausência que carregam como fardo silencioso.

A autora Begoña Gómez Urzaiz, em “As Abandonadoras: histórias sobre maternidade, criação e culpa”, reúne histórias de mulheres que priorizaram suas carreiras e seus sonhos. A obra escancarou um paradoxo brutal: é socialmente natural e aceitável que um homem se afaste dos filhos para perseguir seus objetivos, mas quando uma mulher faz o mesmo, é julgada, condenada e chamada de abandonadora.

Dois pesos, duas medidas e ambos recaem exclusivamente sobre as mulheres. A responsabilidade pela criação dos filhos e a culpa por lutar pelos próprios sonhos são cobranças que não atingem, nem de longe, os homens que se tornam pais. Essa pressão social que coloca a mulher como única responsável pelos cuidados com a família tem esgotado emocionalmente gerações de mães que enfrentam esse peso, cada vez mais sozinhas, sem apoio moral ou psicológico.

Elas ganham a fama de abandonadoras quando, na dura realidade dos fatos, são elas as abandonadas.

A maternidade nunca precisou significar a renúncia total à individualidade e à liberdade. Quando homens abandonam seus filhos, seguem suas vidas com conforto e são raramente julgados. Quando mulheres seguem suas carreiras e seus sonhos, o fazem sob o peso do julgamento social implacável.

Que neste Dia das Mães possamos reavivar nossas conquistas e a resistência inquestionável que nos move. Lembrem-se sempre: antes de serem mães, vocês são, magnificamente, mulheres.

*VIVIANE FRANÇA é Mulher, Advogada, Pesquisadora, Mestre em Direito Público, Especialista em Ciências Penais, autora do livro Democracia Participativa e Planejamento Estatal: o exemplo do plano plurianual no município de Contagem. Secretária de Defesa Social de Contagem/MG, Sócia do França e Grossi Advogados.

Programação completa do Mês de Enfrentamento ao Racismo

– 6 de maio (quarta-feira)

  • Roda de Conversa – Fortalecimento das comunidades de matriz africana no combate ao feminicídio e na preservação do meio ambiente.
  • Horário: 19h
  • Local: Ilé Asé Igbá Ogum (rua VL 11, 219 – Nova Contagem)
  • Organizador: Ilé Asé Igbá Ogum

– 9 e 10 de maio (sábado e domingo)

  • Festa da Abolição da Comunidade Quilombola dos Arturos
  • Horários: 18h às 22h (sábado) | 5h às 22h (domingo)
  • Local: rua da Capelinha, 50 – Jardim Vera Cruz
  • Responsável: Comunidade Quilombola dos Arturos

– 11 de maio (segunda-feira)

  • Roda de conversa sobre enfrentamento ao racismo e reparação da escravidão
  • Horário: 19h às 20h30
  • Local: E.E. Governador Israel Pinheiro (rua Campos Sales, 39 – Parque Duval de Barros)
  • Responsáveis: agentes de Pastoral Negros – APNs e E.E. Governador Israel Pinheiro

– 12 de maio (terça-feira)

  • Plenária do Compir e lançamento da campanha de autodeclaração de raça/cor na saúde
  • Horário: 19h às 21h
  • Local: Escola Municipal Heitor Villa-Lobos – Inconfidentes
  • Responsáveis: Compir e Superintendência de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial/SMDHC
  • Inscrições: https://forms.gle/YShjb5ecEqdcwQfa7

– 14 de maio (quinta-feira)

  • Roda de Conversa Saúde mental na perspectiva racial: desafios históricos e contemporâneos
  • Horário: 15h
  • Local: Centro Cultural Namastreta – Eldorado
  • Responsáveis: Associação Namastreta e Cultivarte
  • – 16 de maio (sábado)
  • 11ª Marcha de Enfrentamento ao Racismo e à Intolerância Religiosa
  • Horário: 8h às 13h
  • Trajeto: praça Paulo Pinheiro Chagas até praça da Glória
  • Responsáveis: Compir e Prefeitura de Contagem

– 17 de maio (domingo)

  • Festa de São Benedito – Irmandade dos Ciriacos
  • Horário: 5h às 20h
  • Local: Irmandade de Nossa Senhora do Rosário Os Ciriacos (rua Balneário, 240 – Novo Progresso)
  • Responsável: Irmandade de Nossa Senhora do Rosário Os Ciriacos
  • – 15 a 30 de maio
  • Exposição “Políticas Afirmativas para Além das Cotas”
  • Horário: 8h às 17h
  • Local: Cras e CEU das Artes Ressaca (rua Magnólia, 100 – Arvoredo)
  • Responsáveis/curadores: João Pio; Yone Gonzaga; Cras e CEU das Artes Ressaca

– 19 de maio (terça-feira)

  • Batalha da Jabu
  • Horário: 19h às 22h
  • Local: praça Tiradentes – Centro
  • Responsável: Batalha da Jabu
  • – 20 de maio (quarta-feira)
  • Lançamento do livro “Heranças Negras”
  • Horário: 19h às 22h
  • Local: Casa Nair Mendes (praça Vereador Josias Belém, 01 – Sede)

– 21 a 30 de maio

  • Exposição “Entre a Luta e o Afeto: Mães Negras Solo”
  • Local: Casa Nair Mendes (praça Vereador Josias Belém, 01 – Sede)
  • Responsáveis: Secult e Coletivo Ubuntu
  • – 23 de maio (sábado)
  • Festival Noite Cigana – 24ª edição
  • Horário: 19h
  • Local: Instituto Droma Romaní (rua das Palmeiras 646, Térreo /Fundos – rua Palmeiras, 646 – Colonial)

– 27 de maio (quarta-feira)

  • Formação: Racismo e seus impactos na sociedade brasileira: por reparação e justiça racial
  • Público: servidores da Trasncon
  • Horário: 10h às 12h
  • Local: auditório da Transcon (av. Babita Camargos, 1295 – 2º Andar – Cidade Industrial)
  • Responsáveis: Transcon e Escola de Governo

– 27 de maio (quarta-feira)

  • Roda de Conversa: Antirracismo, reparação histórica e direito à educação
  • Horário: 19h
  • Local: Obra Social da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (rua Barão do Rio Branco 20 Jardim Industrial)
  • Responsáveis: Coletivo Ubuntu e Cursinho Popular Consciência Industrial

– 30 de maio (sábado)

  • Louvação a Pretos e Pretas Velhos(as)
  • Horário: 18h às 22h
  • Local: praça Nossa Senhora do Rosário – Centro
  • Responsáveis: Além dos Orixás, Prefeitura de Contagem e Compir

 

Coluna “Uai Bora Cozinhar” – 01.05.2026 – Moquequinha de tilápia e camarão com pirão

Por Fernanda Castro (*)

Moquequinha de tilápia e camarão com pirão

Um prato simples, delicioso e que você pode fazer neste feriado e arrasar.  Uai, Bora Cozinhar?

Ingredientes:

– 1 Kg de de tilápia

– Camarão

– Pimentão vermelho

– Pimentão um amarelo

– Tomate

– Cebola

– Coentro

– Farinha de mandioca

– Azeite

– 2 pacotinhos de Caldo mais sabor

– Sal

– Páprica/corante

– 4 colheres alho picadinho

Modo de preparo:

– Cortar a tilápia em pedaços, temperar e reservar

– Aquecer uma panela de ferro ou de barro

– Colocar o azeite, o alho picadinho, a páprica e o coentro

– Refogar a tilápia e entrar com 2 pacotinho de caldo de mandioca mais sabor e 2 copos de águas

– Acrescentar os pimentões, o tomate, a cebola em rodelas grandes, o camarão e temperar a gosto

– Deixar cozinhar em fogo baixo, reservando um pouco do caldo para fazer o pirão

Para o Pirão

– Dissolver a farinha de mandioca em água fria para não empelotar

– Colocar no caldo reservado fervendo

– Deixar cozinhar por 4 minutos ou até soltar do fundo da panela,

Prato finalizado, agora é decorar e servir. Bom apetite!

 

(*) Fernanda Castro é empresário do ramo de transportes e apaixonada pela gastronomia. Faça também em sua casa, usando a receita acima. E não deixe de seguir no instagram: @uaiboracozinhar – Whatsapp 98324-0453. Lá você poderá assistir no Reels do programa e acompanhar o passo a passo do prato.

Coluna Educação – 01.05.2026 – A internacionalização da educação

A internacionalização da educação

Luzedna Glece(*)

A internacionalização tem se tornado parte do planejamento pedagógico de escolas que desejam preparar seus estudantes para um mundo conectado. O conceito envolve incluir referências globais no currículo, nas práticas pedagógicas e na cultura escolar, integrando elementos culturais, linguísticos e globais ao currículo escolar, ampliando a formação e o repertório dos estudantes.

As escolas adotam estratégias como programas bilíngues, projetos culturais, parcerias internacionais e currículos globais para fortalecer o aprendizado. A internacionalização contribui na preparação dos estudantes para oportunidades acadêmicas e profissionais em um cenário globalizado, integralizando dimensões globais e interculturais no ensino, pesquisa e extensão, visando preparar estudantes para um mundo globalizado. Inclui, ainda, mobilidade acadêmica, currículos internacionais e a “internacionalização em casa” (atividades multiculturais no próprio país), promovendo competências globais, troca de conhecimento e competitividade.

Principais aspectos

A internacionalização tem como objetivo fomentar a qualidade educacional, o desenvolvimento pessoal, a empatia intercultural e o engajamento como cidadão global. No Ensino Superior envolve intercâmbios, dupla titulação, currículos conjuntos e, frequentemente, é usada para melhorar rankings universitários. Na Educação Básica foca no ensino de línguas, metodologias ativas, cidadania global e, como discutido na Reforma do Ensino Médio e na BNCC, busca alinhar a educação brasileira a padrões globais.

A internacionalização em casa consiste em ações sem sair do país, como aulas em outros idiomas, uso de tecnologia e interação com estudantes estrangeiros.

Em ambos o caso, os desafios incluem barreiras linguísticas, adaptação cultural, custos logísticos e a necessidade de políticas públicas para maior diversidade.

Esse movimento transcende fronteiras geográficas, sendo fundamental para a construção de um ambiente multicultural e para o desenvolvimento de habilidades como resiliência e adaptação.

Enfim, o movimento abrange ensino de línguas, projetos culturais, parcerias com instituições estrangeiras e outros caminhos que ampliam a experiência educacional dos alunos. Além de fortalecer a formação dos estudantes, a internacionalização também responde a expectativas de famílias que buscam um ensino alinhado a competências valorizadas no cenário contemporâneo.

A globalização, as demandas acadêmicas e a competitividade do mercado impulsionam esse interesse.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Mulher – 01.05.2026 – Dia das trabalhadoras: A desigualdade salarial, a jornada tripla que esgota as mulheres e o poder de resistir

Dia das trabalhadoras: A desigualdade salarial, a jornada tripla que esgota as mulheres e o poder de resistir

Por Viviane França (*)

No dia 1º de maio, comemoramos o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador. Quero abrir esta coluna trazendo duas reflexões necessárias à nossa pauta, em uma data símbolo nacional: a tripla jornada enfrentada pelas mulheres e a desigualdade salarial em relação aos homens.

Os dados divulgados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) em novembro de 2025 mostram que as mulheres dedicam, em média, 9,8 horas semanais a mais do que os homens ao trabalho doméstico. Com o recorte racial, esse número sobe: mulheres negras dedicam aproximadamente 22,4 horas semanais a mais. Nas regiões rurais, o dado também é alarmante, pois as mulheres do campo dedicam mais do que o dobro de horas ao trabalho doméstico em comparação aos homens.

No âmbito global, as mulheres realizam 76,2% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Isso significa que, enquanto 606 milhões de mulheres exercem integralmente esse trabalho sem remuneração, apenas 41 milhões de homens realizam as mesmas tarefas.

Esses dados revelam dois grandes problemas de desigualdade de gênero: os impactos na saúde física e mental das mulheres, evidenciando a tripla jornada (trabalho profissional, trabalho doméstico e carga mental) e, consequentemente, os prejuízos às suas trajetórias profissionais.

A pesquisadora Leah Ruppanner, da Universidade de Melbourne, na Austrália, dedicou as duas últimas décadas ao estudo da sobrecarga feminina, especialmente a mental, resultando no livro *Drained* (“Esgotada”, em tradução livre). Ela identificou oito categorias de carga mental e destaca que grande parte dessa sobrecarga não tem limites e causa danos permanentes, incluindo a rota mental oculta do metacuidado, na qual as mulheres abrem mão do próprio autocuidado para que tudo flua bem para a família e os filhos.

Em 2023, a Lei de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens (Lei 14.611/23) entrou em vigor. Ainda assim, o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado em abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta que, apesar do crescimento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho, as mulheres ainda recebem 21,3% a menos do que os homens no setor privado. O relatório também registra aumento no número de empresas com contratação de mulheres negras (3,6% a mais), mas a desigualdade de renda permanece inalterada.

A grande questão é: as políticas públicas voltadas à pauta feminina têm enfrentado esses problemas com o objetivo real de reduzir esses índices e, especialmente, os impactos emocionais que afastam as mulheres do mercado de trabalho e do aperfeiçoamento profissional?

O Brasil ainda não ratificou a Convenção 156 da OIT, que propõe, entre outras medidas, que mulheres e homens possam conciliar cuidado e trabalho sem sofrer penalidades no emprego. Por ora, o Plano Nacional de Cuidados (Lei 15.069/23) é o principal instrumento que materializa o direito ao cuidado no país: cuidar de quem cuida. Mas é preciso mais.

Enquanto nos unimos em busca da igualdade, seguimos aprendendo que essa luta é de todas e todos e também uma luta pelo direito de ser, de existir, de conquistar espaços. Uma luta em que a imperfeição nos ensina a sermos melhores, mais justas e mais fortes a cada dia.

No presente, ressoam as vozes das mulheres que, no malabarismo cotidiano, assumem múltiplas tarefas, estão esgotadas mentalmente, recebem salários menores e, ainda assim, saem bravamente para mais um dia.

Que no Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores, “A Luta”, “A Justiça” e “A Esperança” ecoem, para que o avanço real e palpável caminhe ao lado do verbo resistir como prática cotidiana.

Parabéns, bravas!

*VIVIANE FRANÇA é Mulher, Advogada, Pesquisadora, Mestre em Direito Público, Especialista em Ciências Penais, autora do livro Democracia Participativa e Planejamento Estatal: o exemplo do plano plurianual no município de Contagem. Secretária de Defesa Social de Contagem/MG, Sócia do França e Grossi Advogados.

Coluna Educação – 19.04.2026 – Educação financeira ajuda a formar crianças mais preparadas para o futuro

Educação financeira ajuda a formar crianças mais preparadas para o futuro

Por Luzedna Glece(*)

A escola tem um papel de muita importância no desenvolvimento infantil e das próximas gerações. É onde se ampliam os conhecimentos e se constroem valores. É lá que são absorvidos os primeiros ensinamentos da infância, muitos dos quais seguem com as crianças até a vida adulta. Por isso, quanto mais cedo forem introduzidos conceitos importantes de economia e finanças, por exemplo, melhor preparados estarão os cidadãos do futuro.

Para Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online, ensinar os pequenos desde cedo a serem atentos aos gastos é uma lição valiosa. “O hábito da mesada, sozinho, nem sempre faz o trabalho de conscientizar sobre os custos. Mas o contato com o dinheiro, aliado a uma educação financeira formal, pode contribuir muito para uma educação financeira mais precoce. Se recebermos esses ensinamentos desde cedo, na escola e em casa, é mais provável que nos tornemos adultos que sabem usar o dinheiro e que tenham mais jogo de cintura para lidar com imprevistos, porque nada disso vai ser novidade”, afirma.

A executiva traz quatro dicas de como algo simples como a mesada pode contribuir para transmitir lições financeiras aos mais jovens, tanto em casa quanto na sala de aula. Confira:

1.Entendendo os gastos – A partir do momento que a criança ou adolescente tem acesso a algum dinheiro, como a mesada, é importante que ela passe a planejar com o que gastará a quantia, seja ela qual for. Peça que ele ou ela anote como pretende gastar e em quais dias da semana, para ter uma noção de quanto ainda terá quando receber o próximo “pagamento”. Essa atitude ensina a planejar e a enxergar os gastos de forma macro.

1 – Responsabilidade – É importante as crianças entenderem a responsabilidade que se deve ter com o dinheiro. Na escola, os professores podem falar sobre os preços da cantina, o troco, quanto cada um precisa gastar para comer o que quer. A dinâmica pode mostrar aos mais novos que é preciso guardar um pouquinho, todos os dias, para que seja possível lanchar confortavelmente durante a semana. Isso os ensina a planejar, não agir sem pensar, e a ter responsabilidade sobre as escolhas.

2 – Paciência – Uma lição importante que podemos transmitir é que o hábito de receber a mesada envolve paciência. “Uma vez que eles têm em suas mãos o próprio dinheiro para gastar como preferirem, muitas vezes vão desejar algo que não podem ter com apenas um repasse da mesada. Assim, aprendem a ser pacientes ao poupar para atingir o valor necessário, repensar os gastos cotidianos ou até mesmo refletir se realmente querem aquilo”, finaliza a executiva.

3 – Auxílio na escola – A educação financeira dentro da sala de aula pode fazer a diferença na relação da criança com as contas, no futuro. Um bom método para inseri-la na vida do aluno é fazer rodas de conversa sobre a importância do dinheiro e como administrá-lo, mesmo que seja só a mesada. Isso já é um bom começo para introduzir conceitos básicos de economia, para que o aluno compreenda a importância e as consequências de suas escolhas financeiras. Ela também pode ser integrada às disciplinas, como matemática e estudos sociais, proporcionando uma visão prática e aplicada dos conceitos aprendidos. Dessa forma, os alunos estarão melhor preparados para enfrentar os desafios financeiros do mundo real e tomar decisões conscientes que favoreçam o seu bem-estar a longo prazo.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG