Coluna Educação com Luzedna Glece – 09.05.2021 – Ser mãe em tempos de pandemia, uma missão quase impossível – Por Lidyanne Elísia Santos Marriel

Por Lidyanne Elísia Santos Marriel

Mãe da Yasmin, advogada, pós-graduada em Direito do Trabalho. Empreendedora na área da saúde e bem-estar. Criadora do LidyMarriel.blog.

A inesperada pandemia trouxe à tona o acúmulo de trabalho e carga mental do ser humano, com ênfase na figura da mãe. Em meio a esse cenário de confinamento e distanciamento social, são as mães as pessoas que mais estão trabalhando e sofrendo, emocionalmente.

A maioria delas é a principal e, por muitas vezes, a única responsável pelos aspectos do cuidar. Afinal, são incontáveis afazeres para apenas dois braços. Também sofrem aquelas que precisam sair de casa para trabalhar, enfrentando um “inimigo invisível” todos os dias.

Seguindo essa linha, nossas crianças não podem ir às escolas, creches, praças, casas dos avós, nem brincar com os amiguinhos. Todos tiveram que se adaptar à nova rotina, em prol de uma batalha mundial. A verdade é que, não se podia imaginar uma pandemia com as proporções que a COVID-19 alcançou.

Sou mãe de uma menina de seis anos de idade e precisei me reinventar diante do inesperado.  Confesso que nossa rotina tem sido pesada e desgastante. Por inúmeras vezes surtei e logo em seguida, retomei meu juízo, o qual vinha acompanhado de uma enorme culpa. Uma vontade quase incontrolável de fugir, gritar, chorar… um aperto no peito que parecia me sufocar… E doía… Ah, como doía. Sofria pelo meu descontrole, afinal, os filhos não têm culpa de tudo que está acontecendo em nossas vidas.

Destarte, em certa ocasião, ao me culpar pela centésima vez, percebi que mudando os pensamentos, mudamos nossa vida. Entendi que não é sobre procurar culpados, sobre se martirizar, mas sim, tentar fazer o seu melhor com o que você tem.

A grande maioria não estava preparada para enfrentar rotinas mais pesadas de estudos em casa, ambiente no qual costuma-se priorizar atividades de descanso e lazer. As dificuldades são várias, entretanto, são normais. Passei a encarar essa fase com um olhar diferenciado. Surtos? Ainda os tenho, todavia, desprovidos da sensação de culpa. Hodiernamente, o abalo psicológico atinge a todos e tornou-se algo corriqueiro. Sendo assim, somente viverá bem, quem melhor se adaptar a esse cenário.

Ao olhar para minha filha, um ser inocente, puro, de risada gostosa, arteira que só ela mesmo… , eu renovo minhas forças, me transformo em uma super heroína, uma “Mulher Maravilha”, porque é assim que ela me enxerga. Então não desista, pois os filhos se inspiram em seus pais. Você já está fazendo o melhor que pode, e creia, é o suficiente!

Julgue menos e se solidarize mais! Tenha empatia. Dentro de cada pessoa há sacrifícios e renúncias que ninguém vê. E saiba que “tudo se renova quando se acredita no caminho, no objetivo e naquilo que se propõe a fazer. O melhor depois, é quando se tem a consciência de um dever cumprido com responsabilidade e amor”.

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