Coluna Educação – 14.09.2025 – Setembro Amarelo: o papel das escolas

Por Luzedna Glece(*)

Setembro Amarelo: o papel das escolas

O Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio. A campanha foi introduzida no Brasil em 2013 por Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A iniciativa visa quebrar tabus, reduzir estigmas e incentivar as pessoas a buscar e oferecer ajuda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o suicídio é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos, com cerca de 14 mil casos anuais no Brasil. Portanto, a discussão sobre saúde mental deve ser contínua, especialmente nas escolas.

É essencial abordar temas como depressão, traumas emocionais, doenças graves e bullying, que podem levar ao suicídio. A escuta ativa é crucial, e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dão exemplos de boas práticas, atuando na prevenção de vulnerabilidades.

Falar sobre emoções e saúde mental deve ser uma prática rotineira para apoiar o desenvolvimento emocional dos estudantes.

Qual é o papel das escolas no Setembro Amarelo?

As escolas desempenham um papel fundamental na conscientização sobre saúde mental entre os jovens. Elas podem criar um ambiente seguro e acolhedor para a discussão de temas relacionados à saúde mental, identificando sinais de alerta e oferecendo suporte adequado.

Porém, a importância de discutir a saúde mental e emocional nas escolas vai além de setembro, devendo abranger o ano letivo inteiro. Criar redes de apoio é essencial para a escuta e o acolhimento dos alunos. É crucial que os estudantes se sintam confortáveis para falar sobre seus sentimentos, algo que se desenvolve com o tempo.

Como os educadores podem ajudar?

Os educadores desempenham um papel crucial na promoção da saúde mental nas escolas. Confira a seguir algumas formas de ajudar.

– Educação e sensibilização: informar e educar os alunos sobre saúde mental, utilizando materiais didáticos e promovendo discussões abertas.

– Observação e identificação: estar atento ao comportamento dos alunos para identificar sinais de problemas emocionais ou de saúde mental.

– Apoio e acolhimento: criar um ambiente seguro e acolhedor onde os alunos se sintam confortáveis para expressar seus sentimentos e preocupações.

– Encaminhamento para ajuda especializada: orientar e encaminhar alunos que apresentem sinais de sofrimento emocional para profissionais de saúde mental.

Educadores também podem participar de treinamentos específicos para lidar com questões de saúde mental, além de promover atividades que incentivem o bem-estar emocional e a resiliência entre os estudantes.

Como abordar a saúde mental nas escolas de forma responsável e acolhedora?

– Capacite a equipe – Para promover uma cultura de saúde mental, capacite a equipe com informações de qualidade e cursos. Isso inclui preparar os educadores para observar sinais de alerta e garantir que a escola promova:

– Escuta atenta e respeitosa;

– Privacidade para que os alunos se sintam à vontade para falar;

– Validação do sofrimento sem julgamentos.

– Integre o tema na sala de aula

A saúde mental deve ser discutida regularmente, por meio de projetos, seminários, discussões literárias e outras atividades pertinentes. Isso ajuda a eliminar estigmas e promove a conscientização entre os alunos.

Crie um ambiente de acolhimento e inclusão e promova um ambiente que:

– Respeite e valorize as diferenças;

– Estimule a solidariedade em vez da competição;

– Entenda os erros como parte do aprendizado;

– Encoraje o diálogo e a empatia;

– Acolha todas as emoções e histórias sem julgamento.

– Trabalhe com a comunidade

Conecte-se com as famílias e incentive uma abordagem colaborativa para apoiar a saúde mental dos alunos. Esteja atento a comportamentos de segregação e agressividade, e priorize vínculos de afeto e respeito.

Abordar a saúde mental nas escolas é essencial para o bem-estar dos alunos. Embora desafiador, é um passo crucial para construir um ambiente de acolhimento e aprendizado, preparando os alunos para um futuro mais saudável e consciente.

Texto : SAE digital

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Educação – 31.08.2025 – Educação positiva

Por Luzedna Glece(*)

Educação positiva

A educação positiva, também conhecida como disciplina positiva, é uma abordagem educacional que se foca no desenvolvimento socioemocional das crianças e jovens, promovendo o bem-estar, a resiliência e a autonomia. Em vez de punições e críticas, ela enfatiza a comunicação não violenta, o respeito mútuo e a construção de vínculos afetivos fortes.

Principais características da educação positiva

– Foco no desenvolvimento socioemocional: A educação positiva busca desenvolver habilidades como empatia, resiliência, resolução de problemas e inteligência emocional.

– Comunicação não violenta: A abordagem valoriza a comunicação aberta e respeitosa, evitando o uso de castigos, ameaças ou humilhações.

– Vínculo afetivo: A educação positiva busca fortalecer o vínculo entre pais e filhos, criando um ambiente de segurança e confiança.

– Estímulo à autonomia e responsabilidade: A abordagem encoraja a criança a tomar decisões, assumir responsabilidades e desenvolver sua autonomia, sempre com o acompanhamento e apoio dos adultos.

– Respeito às necessidades da criança: A educação positiva leva em consideração as necessidades individuais de cada criança, buscando entender suas emoções e sentimentos.

Benefícios da educação positiva

– Melhora da relação entre pais e filhos: A comunicação mais aberta e respeitosa fortalece o vínculo afetivo e a confiança.

– Desenvolvimento de habilidades socioemocionais: A criança aprende a lidar com suas emoções, a resolver conflitos e a desenvolver empatia e resiliência.

– Criação de um ambiente positivo e seguro: A criança se sente mais segura e confiante para aprender, explorar e crescer.

– Promoção da autonomia e responsabilidade: A criança desenvolve habilidades de tomada de decisão e assume responsabilidades de forma mais consciente.

– Redução de comportamentos disruptivos: A comunicação respeitosa e o foco no desenvolvimento socioemocional ajudam a reduzir comportamentos problemáticos.

Como aplicar a educação positiva

– Comunicação clara e respeitosa: Explique as regras e limites de forma clara e respeitosa, ouvindo a perspectiva da criança.

– Encorajamento e elogios: Valorize os esforços e conquistas da criança, elogiando seus comportamentos positivos.

– Empatia e compreensão: Tente entender os sentimentos da criança e validar suas emoções, mesmo que ela esteja errada.

– Resolução de problemas em conjunto: Ajude a criança a encontrar soluções para os problemas, incentivando-a a participar do processo.

– Estabelecer limites com firmeza e gentileza: É importante estabelecer limites claros, mas com respeito e compreensão, evitando o uso de punições.

– Modelo de comportamento: Seja um exemplo de comportamento positivo, demonstrando empatia, respeito e responsabilidade.

 

Sobre a Colunista

(*)Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Defesa do Consumidor – 24.08.2025 – Regulamentação das associações de proteção veicular vai garantir mais segurança

A recente entrada em vigor da Lei Complementar 213/2025 é um novo capítulo para o segmento de proteção patrimonial mutualista no Brasil. Com a regulamentação, que exige o cadastramento obrigatório das associações junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado de proteção veicular ganha em segurança jurídica e transparência.

Na prática, representa uma alternativa acessível e eficaz para milhões de brasileiros que, por diversos fatores, não se enquadram no perfil exigido pelas seguradoras tradicionais, seja por possuírem veículos mais antigos, utilizados para atividades laborais, ou por outras restrições que inviabilizam a contratação de um seguro convencional.

A nova legislação impacta diretamente em um setor que atende oito milhões de veículos e gera mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos no país, que vão desde a gestão das associações até a rede de prestadores de serviços, como oficinas, guinchos e fornecedores de peças. De acordo com especialistas, antes da regulamentação, a ausência de um marco legal específico gerava incertezas e, por vezes, desconfiança. Agora, com a supervisão da Susep e a obrigatoriedade de cadastramento, os associados terão a garantia de que as entidades operam sob regras claras e fiscalização rigorosa.

Para os especialistas, a regulamentação é um avanço principalmente para o consumidor, porque assegura que as indenizações e os reparos de veículos sejam feitos com base em parâmetros jurídicos bem definidos, e que os serviços prestados tenham um padrão mínimo de qualidade.

A nova legislação impulsiona também a profissionalização do setor. A exigência de contratação de administradoras especializadas e a implementação de controles internos mais rigorosos elevam o nível de governança e gestão das associações. A expectativa do mercado é de um crescimento ainda mais robusto, com projeções de acréscimo de sete a oito milhões de novos veículos ao mercado regulado e um faturamento mensal potencial de R$ 950 milhões.

Mudanças

O prazo inicial de 180 dias encerrou em 15 de julho de 2025 e as associações não cadastradas devem cessar as atividades. A lei também estabelece a obrigatoriedade de contratação de Administradoras de Operações de Proteção Patrimonial Mutualista, empresas especializadas que assumem a gestão técnica e operacional dos grupos, e que serão responsáveis diretamente pela responsabilidade financeira das associações.

Além disso, a fiscalização será intensificada. A Susep passa a ter competência para fiscalizar, regulamentar e aplicar penalidades às associações e administradoras, garantindo maior transparência e segurança aos consumidores.

A Lei Complementar 213/2025 introduz diversos diferenciais que distinguem o novo modelo regulado, como segurança jurídica ampliada, profissionalização da gestão, governança corporativa, proteção ao consumidor, acesso a instrumentos financeiros e padronização de processos.

As expectativas são positivas, com projeções de crescimento significativo. Além da expansão do mercado e do faturamento, destaca-se a geração de empregos. A regulamentação deve impulsionar a criação de novos postos de trabalho, tanto nas associações quanto nas administradoras, com estimativas de crescimento de 15% ao ano no setor.

Diferenças entre proteção veicular e a contratação de um serviço de seguro veicular tradicional:

Proteção Veicular (Proteção Patrimonial Mutualista):

– Natureza Jurídica: Baseada no mutualismo, onde os participantes se associam para dividir riscos e custos.

– Estrutura: Operada por associações sem fins lucrativos, e agora com gestão do sinistro por administradoras especializadas.

– Rateio de Despesas: Os custos dos sinistros são rateados entre todos os participantes do grupo após a ocorrência dos eventos.

– Flexibilidade: Maior flexibilidade na definição de coberturas e condições, adaptadas às necessidades específicas do grupo.

– Participação: O associado participa das decisões através de assembleias e tem direito a voto nas questões da associação.

– Custo: Geralmente apresenta custos menores.