Coluna Educação – 30.11.2025 – Como escolher a melhor escola para seu filho?

Como escolher a melhor escola para seu filho?

Por Luzedna Glece(*)

Como escolher a melhor escola para os filhos? Especialistas entrevistados pela Agência Brasil dão dicas do que levar em consideração na hora de decidir onde matricular crianças e adolescentes e explicam que não existe a escola ideal, a melhor opção vai variar de acordo com as preferências da família e com as características do próprio estudante.

“Tem que visitar a escola, conhecer a estrutura física, verificar a segurança, conhecer o ambiente da escola. Não existe uma escola melhor que a outra, existe uma escola mais adequada que a outra para determinada família”, diz o mestre em educação Rodolfo Fortes, que é professor de pedagogia do Centro Universitário Iesb, em Brasília.

Formas de ensinar

Segundo a doutora em educação Shirleide Silva Cruz, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), as escolas, de acordo com os métodos de ensino que adotam, se diferenciam basicamente em dois quesitos: como lidam com o conhecimento, o que envolve o conteúdo específico que será ensinado; e, como organizam o trabalho, ou seja, com avaliam os estudantes, como é a relação do professor com o aluno.  “Quando eu escolho a escola dos meus filhos, eu vou olhar como essa escola lida com as temáticas abordadas ao longo do ano, olhar as páginas das escolas nas redes sociais, ver que tipos de projetos elas desenvolvem, vou tentar captar como essa escola entende a construção do conhecimento e como ela vê o aluno”, diz.

Entender o trabalho da escola vai ajudar a evitar frustrações, de acordo com a professora. Uma escola mais tradicional, por exemplo, tenderá ter listas de conteúdos mais volumosos, usar técnicas de aprendizagem de memorização, enquanto uma escola que segue outros métodos pode priorizar mais o diálogo e ter um ensino mais livre e personalizado para os estudantes. “A escolha tem a ver com o perfil da família, que é um mundo. A família deve ter o mínimo de clareza do que quer em relação ao projeto educativo do filho. Se escolhe uma escola que tem atividades mais livres, com menos tarefa de casa, com projetos didáticos abertos, é incoerente cobrar que queria muita tarefa de casa para o filho não ficar sem nada para fazer”, diz.

Participação da família

Independentemente da escolha da escola, de ser uma escola pública ou particular, a participação e o acompanhamento dos pais são fundamentais no período escolar. “As próprias escolas procuram ter atividades para as quais chamam a família, além da própria reunião clássica. Tenho visto outras atividades interessantes no final de semana para garantir a participação de pais trabalhadores e terem esse canal como eles”, diz Shirleide.

Além disso, segundo a professora, é possível acionar a diretoria e agendar conversas com os professores. Existem também os conselhos escolares e as associações de pais e mestres. Há ainda aplicativos digitais e a própria agenda escolar física, adotada em muitas escolas, por meio da qual pais e professores podem trocar recados e informações sobre o desempenho dos estudantes.

Fonte: Agência Brasil

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Mulher – 30.11.2025 – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

Por Viviane França (*)

Os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres representam uma das maiores mobilizações globais pela defesa dos direitos humanos de mulheres e meninas. No Brasil, a campanha se estende de 20 de novembro a 10 de dezembro, conectando datas simbólicas que nos lembram que a violência é um fenômeno estrutural, historicamente construído, e que exige ação contínua, integrada e permanente. Ao iniciar no Dia da Consciência Negra, o Brasil reconhece que a violência de gênero também tem marcadores raciais profundos, que tornam as mulheres negras as maiores vítimas de violências e desigualdades.

A campanha existe porque a violência contra as mulheres continua sendo uma das mais graves violações de direitos humanos no mundo. Apesar dos avanços legais e institucionais, ainda convivemos com índices alarmantes de feminicídio, agressões físicas, violência psicológica, moral, sexual, patrimonial, institucional e política de gênero. Muitas dessas violências são naturalizadas, silenciadas ou até justificadas por uma cultura que insiste em responsabilizar a vítima e proteger o agressor. Romper esse ciclo exige informação, coragem, políticas públicas fortes e uma sociedade disposta a assumir seu papel.

Criado em 1991 por ativistas feministas, o movimento se espalhou internacionalmente e consolidou uma linha do tempo que reforça sua importância: 25 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres; 6 de dezembro, no Brasil, marca a mobilização dos homens pelo fim da violência; e 10 de dezembro celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Cada data simboliza uma etapa dessa luta, que vai da denúncia à responsabilização, do acolhimento à prevenção, do enfrentamento à construção de uma vida plena e segura para todas.

Falar sobre os 21 dias é falar sobre educação, prevenção e consciência social. É entender que a violência começa muito antes da agressão física: nasce no controle, no medo, na humilhação cotidiana, na violência psicológica que destrói a autoestima, na violência patrimonial que retira autonomia, na violência política que tenta expulsar mulheres dos espaços de poder e decisão. Combater a violência é fortalecer redes de proteção, ampliar canais de denúncia, qualificar profissionais e garantir que cada mulher tenha acesso a atendimento humanizado, seguro e eficiente.

Em Contagem, essa luta acontece todos os dias. O município avança com políticas públicas consistentes, acolhedoras e estruturadas. O programa Elo por Elas leva informação, rodas de conversa, formações e diálogo com comunidades, escolas e instituições. A Patrulha da Mulher acompanha vítimas em situação de risco e atua com sensibilidade, técnica e firmeza. A rede de acolhimento se fortalece com profissionais preparados e integração entre as áreas. Tudo isso sob a liderança da Prefeita Marília Campos, que trata a proteção das mulheres como prioridade política e institucional, articulando inclusive ações no âmbito do Consórcio Mulheres das Gerais, ampliando o alcance das políticas de enfrentamento e promovendo cooperação entre municípios.

Os 21 dias também são um chamado para toda a sociedade. Denunciar salva vidas. A mudança começa dentro das casas, nas escolas, nas igrejas, nos espaços públicos e privados, nas redes sociais, nas pequenas atitudes de respeito, empatia e responsabilidade coletiva. A violência contra as mulheres não é um problema individual: é social, político, cultural e estrutural, e só será superado quando todas e todos assumirem seu papel.

Por todas nós. Pela nossa liberdade. Pela vida das mulheres.

21 dias de ativismo e o compromisso diário de construir um futuro sem violência.

 

*VIVIANE FRANÇA é Mulher, Advogada, Pesquisadora, Mestre em Direito Público, Especialista em Ciências Penais, autora do livro Democracia Participativa e Planejamento Estatal: o exemplo do plano plurianual no município de Contagem. Secretária de Defesa Social de Contagem/MG, Sócia do França e Grossi Advogados.

Coluna Defesa do Consumidor – 23.11.2025 – Especialistas alertam para golpes na Black Friday

A data oficial da Black Friday este ano é 28 de novembro. Mas muitas lojas já anunciam promoções antecipadas para atrair a clientela e, de acordo com a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), as vendas online deste ano devem movimentar cerca de R$ 13 bilhões. Mas a população deve ficar atenta às promoções e tomar todo o cuidado necessário para não cair em certos golpes, muito comuns durante este período.

Especialistas em segurança digital alertam que os golpes estão cada vez mais sofisticados e que podem ocorrer de diferentes maneiras. Segundo eles, o uso da Inteligência Artificial traz um incremento ainda maior para os crimes cibernéticos. É preciso mais atenção a certos detalhes e. Ao desconfiar de algo, procure se certificar melhor sobre determinada promoção ou canal de venda.

Anúncios falsos na internet e redes sociais que levam a sites clonados, uso da Inteligência Artificial para simular uma pessoa famosa usando ou testando um produto com desconto, falsa central de atendimento para obter dados do cliente (como conta bancária, cartão de crédito e CPF, entre outros) e indicação de QR Code falso que direciona o pagamento para contas laranjas estão entre as práticas mais comuns adotadas pelos golpistas.

A seguir, o especialista dá 9 dicas para aproveitar a Black Friday com segurança:

– Prefira sites oficiais e conhecidos – verifique se o endereço começa com “https” e desconfie de domínios estranhos ou recém-criados.

– Cuidado com promoções irresistíveis – se o preço parece bom demais, provavelmente é golpe.

– Evite clicar em links de ofertas enviadas por mensagem ou redes sociais – vá direto ao site da loja digitando o endereço no navegador.

– Use cartões virtuais ou com limite reduzido – em caso de vazamento, o prejuízo é limitado.

– Ative alertas no aplicativo do banco – assim você é notificado de qualquer transação suspeita em tempo real.

– Prefira redes Wi-Fi conhecidas e seguras – evite finalizar compras em redes públicas de shoppings, cafés ou aeroportos.

– Verifique o CNPJ e as políticas de devolução da loja – sites falsos costumam omitir essas informações.

– Mantenha seu celular e computador atualizados – muitas invasões exploram falhas de sistemas desatualizados.

– Ative autenticação em dois fatores – é a barreira mais eficaz contra invasões de contas.

Coluna Educação – 23.11.2025 – Dia do Diretor Escolar

Por Luzedna Glece(*)

No dia 12 de novembro foi comemorado o dia do Diretor Escolar na maior parte do país. Em São Paulo, comemora-se no dia 18 do mesmo mês. O Dia do Diretor Escolar é uma data que homenageia o profissional que lidera e administra a escola, garantindo a qualidade do ensino e o bem-estar dos alunos, professores e funcionários, de toda comunidade escolar.

Essa ocasião é uma oportunidade para reconhecer e valorizar o trabalho desse profissional que contribui para a educação e a formação dos estudantes como cidadãos, contribuindo para a formação de seres capazes de transformar essa sociedade em uma sociedade mais justa, humana e igualitária.

Para exercer essa função com competência e responsabilidade, esse profissional deve ter uma formação adequada, graduação em Pedagogia e algumas habilidades diferenciadas como uma visão ampla e estratégica da educação e um perfil de liderança participativa, justa, humana, igualitária e democrática.

Em um cenário de constantes desafios e mudanças diárias, o diretor escolar precisa se reinventar e adaptar a sua gestão para atender às necessidades dos alunos, dos professores e da comunidade escolar como um todo. Ter um dia especial para homenagear o diretor escolar é uma forma de gratidão e incentivo a esse profissional que faz a diferença na vida de muitas pessoas e na sociedade em geral.

Torna-se uma celebração justa para o importante trabalho que esse profissional realiza no ambiente escolar. O papel do diretor escolar, sem dúvidas, é fundamental na instituição de ensino. Esse profissional está à frente de toda a demanda escolar. Sua missão é liderar todo o processo. Gerir toda gestão da escola, estando à frente do trabalho educacional e muitas vezes administrativo também, sendo a maior referência das instituições, principalmente, pedagógica. Suas atribuições lhe conferem a responsabilidade de garantir a qualidade do ensino na instituição e atender toda a comunidade escolar, de modo que atuem juntos no processo de ensino e aprendizagem para que ele seja efetivo, dinâmico e que corresponda as expectativas da comunidade.

O diretor escolar é o líder da escola e, como tal, tem a responsabilidade de administrar todas as atividades que a instituição realiza, guiando o trabalho e a função de todos que compõem a comunidade escolar. Portanto, manifesto o meu grande orgulho e gratidão primeiramente à DEUS que me confiou essa missão e aos alunos e pais por caminharem comigo nessa digna tarefa de educar.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.