Coluna Educação – 01.03.2026 – Porque apostar em uma educação bilíngue?

Porque apostar em uma educação bilíngue?

Por Luzedna Glece(*)

Em um mundo que exige muito mais do que o domínio de conteúdos tradicionais, a adaptabilidade, criatividade, pensamento crítico e capacidade de aprender continuamente tornam-se habilidades indispensáveis. Nesse cenário, cresce o número de escolas que oferecem uma formação internacional e bilíngue, capaz de preparar o aluno para os desafios contemporâneos.

Sustentadas em uma proposta que vai além do vestibular, hoje as escolas têm como objetivo formar indivíduos completos e preparados para o mundo. Isso significa ir além das habilidades tradicionais: a educação contemporânea precisa estimular competências que permitam aos jovens pensar de forma crítica, resolver problemas complexos, criar, colaborar e se comunicar com clareza. São as chamadas “competências do século XXI”, como orienta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e cada vez mais indispensáveis no cenário global.

Segundo pesquisa da SOMOS Educação, 76% das famílias têm grande expectativa quanto à preparação de seus filhos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os vestibulares mais concorridos, enquanto 63% consideram muito importante também o desenvolvimento da fluência em inglês ainda na escola. Isso mostra um avanço significativo na procura por uma educação internacional.

Assim, investir em um colégio global pode incentivar a autonomia intelectual e emocional dos estudantes, além de oferecer a eles ferramentas para aprender, inovar e se conectar sem fronteiras. Na hora da escolha, no entanto, é importante que os responsáveis avaliem alguns pontos fundamentais, selecionando uma escola capaz de oferecer uma formação completa. Confira:

1 – Qualidade do ensino – Para garantir um ensino de excelência, o primeiro passo está em se atentar à formação e capacitação dos professores. O indicado é preferir instituições que não só contratem bons profissionais, mas também invistam na formação contínua de seus colaboradores.

2 – Formação internacional – Além disso, o desempenho em vestibulares dentro e fora do país também reflete a capacitação e a educação dos jovens. É essencial observar se a proposta pedagógica é coerente, atualizada e capaz de desenvolver não apenas o conteúdo acadêmico, mas também as habilidades cognitivas necessárias para a formação integral dos alunos.

3 – Preparação para um mundo global – Uma formação voltada para o mundo global também envolve o estímulo ao repertório cultural, à consciência social e à vivência prática de contextos internacionais desde cedo, desenvolvendo empatia, responsabilidade e capacidade de atuação em ambientes diversos.

Uma boa escola hoje deve oferecer não só excelência acadêmica, mas também preparar o aluno para os desafios de um mundo em constante mudança.  Mais do que conteúdo curricular, uma escola de qualidade precisa estimular a capacidade crítica, autonomia e habilidades socioemocionais dos estudantes, formando jovens capazes de liderar, colaborar e inovar dentro e fora da sala de aula.

4. Educação bilíngue – Nos últimos anos, a necessidade de um ensino bilíngue também cresceu de forma expressiva. Isso se torna ainda mais relevante considerando que, atualmente, pesquisas apontam que apenas pouco mais de 10% dos brasileiros se consideram fluentes em inglês.

Mais do que oferecer aulas de inglês, uma instituição de ensino com uma proposta bilíngue cria o hábito de aprender em inglês. Um projeto pedagógico que una alta performance acadêmica e bilinguismo, equilibrando o domínio da língua inglesa com a excelência da formação geral básica é o ideal. O resultado dessa proposta de ensino é um aluno que domina as competências cognitivas, comunicativas e socioemocionais necessárias para prosperar em qualquer contexto.

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.

Coluna Educação – 22.02.2026 – Gestão do tempo e organização dos estudos: caminhos para desenvolver autonomia e hábitos eficientes

Gestão do tempo e organização dos estudos: caminhos para desenvolver autonomia e hábitos eficientes

Por Luzedna Glece(*)

Em um mundo marcado por excesso de informações, múltiplas tarefas e constantes distrações digitais, aprender a administrar o tempo tornou-se uma competência essencial para os estudantes. A gestão do tempo e a organização dos estudos não dizem respeito apenas a cumprir tarefas escolares, mas ao desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade e da capacidade de planejar o próprio aprendizado.

Quando o aluno aprende a organizar sua rotina, estabelecendo horários, prioridades e metas realistas, ele passa a compreender melhor suas responsabilidades e a evitar a procrastinação. Estratégias simples, como o uso de agendas, cronogramas semanais, listas de tarefas e divisão das atividades em etapas menores, contribuem significativamente para tornar o estudo mais produtivo e menos estressante. Além disso, a criação de um ambiente adequado, silencioso e livre de distrações, favorece a concentração e melhora o rendimento.

Outro aspecto importante é ensinar os estudantes a definir prioridades e reconhecer o tempo necessário para cada tarefa. A técnica de estudar em blocos curtos, com pausas regulares, pode aumentar a atenção e facilitar a memorização. Da mesma forma, incentivar o planejamento antecipado para provas e trabalhos evita acúmulos de conteúdo e promove maior segurança na aprendizagem.

A escola e a família desempenham papel fundamental nesse processo. Professores podem orientar os alunos sobre como planejar os estudos e acompanhar o cumprimento das tarefas, enquanto os responsáveis podem ajudar na criação de rotinas equilibradas em casa. Quando o estudante percebe que consegue cumprir suas metas, desenvolve autoconfiança, disciplina e senso de responsabilidade.

Assim, mais do que melhorar o desempenho escolar, a gestão do tempo e a organização dos estudos contribuem para a formação de indivíduos autônomos, capazes de planejar suas ações e lidar com os desafios acadêmicos e da vida cotidiana de maneira mais equilibrada e eficiente.

 

Fonte: Adaptado de estudos sobre hábitos de estudo e autorregulação da aprendizagem, como os trabalhos de Barry Zimmerman sobre aprendizagem autorregulada e orientações pedagógicas do Instituto Reúna e  UNESCO sobre competências  – para o século XXI.

 

Sobre a Colunista

(*) Luzedna Glece é diretora proprietária do Colégio Avançar/CEIAV- CEIAV; Vice-presidente Câmara da Educação Infantil ACIC. Uma das fundadoras do Unidas Transformando Você. Colunista da Educação do Jornal O Folha. Formação: graduada em Pedagogia com licenciatura em Orientação, Supervisão, Séries Iniciais e Administração Escolar; pós-graduada em Psicopedagogia Clínica, Licenciatura em Magistério e Graduação em Neurociência; palestrante de temas voltados às áreas de Educação, Motivação, Relacionamentos Interpessoal e Intrapessoal; estudiosa com trabalhos reconhecidos sobre o tema Bullying; experiências profissionais: professora das séries iniciais e do curso de pedagogia, coordenadora, orientadora, diretora de redes particulares de ensino, supervisora, orientadora diretora regional do Sistema FIEMG.